De todas as peculiaridades mais peculiares que Moz pode mostrar, uma das mais gratificantes de perceber é o cumprimento. Quando você diz "Olá, tudo bem?", na grande maioria das vezes a pessoa responde "Estou bem, obrigado por perguntar. E você?"
Eu geralmente respondo "Também estou bem" (mesmo quando não estou bem, força do hábito) e não agradeço a réplica. E esse gesto tão simples acaba traduzindo muita coisa.
Quantas vezes as pessoas são gratas pela sua preocupação com elas? Aqui talvez também não sejam. Mas quando acontece, eles demonstram, e na maioria das vezes, sorrindo. E nós, desacostumados com tal fato, nem repetimos o mesmo agradecimento e deixamos a nota do receptor a mercê. Vale ressaltar que ninguém é obrigado a agradecer ninguém por tal. Mas fica a questão: Quantas vezes grato você foi por alguém se preocupar com você? E o contrário? Apesar de que, não sei se vale a pena mesmo questionar isso agora, tão no começo.
A semana está corrida, cheia de acontecimentos. Tantos que mal sobra tempo para pensar no que vou escrever. Agora mesmo, estou exausto no sofá enquanto Marcelo e Benjamin jogam xadrez. Amanhã tem mais um dia de trabalho, e quando penso estar preparado para aguentar a empreitada, sempre tem algo que me faça puxar o freio de mão. E geralmente não é nada que mereça a atenção que eu dou. Não é algo que mereça o meu 'obrigado por perguntar'.
Sigo tentando puxar as âncoras. Será breve, sinto. Mas por enquanto, não faz tão mal ter algo que me faça refletir sobre me preocupar mais com minhas pendências do que com o agradecimento do meu amigo.
