segunda-feira, 14 de maio de 2018

#MozEm50Clicks #33


Olá, meninaaaaaaas!
Tenho muito pra contar. Muito mesmo. Mas por ora, fiquem com esse resumo de final de semana.
A viagem foi longa e boa. Passamos fronteiras, fizemos compras, e antes mesmo de ver algum animal, eu já estava feliz. Era o terceiro país pra conta! Por mais que seja algum pouco depois da fronteira, a África do Sul já entra pra lista, sim. Até porque, depois da fronteira já fica bem claro que estamos em outro lugar. Desde as paisagens até a própria língua, que em metros já muda do português para o inglês.
Apesar do safari ter sido incalculavelmente fantástico e de eu ter, no mínimo, uns 200 registros, essa foto é da casa onde nos hospedamos. Sim! TINHA UMA ZEBRA EM CASA!
A casa é dentro de um parque que é uma espécie de reserva natural de animais. Encontramos gazelas e macacos, tipo, do lado de casa. Mas essas zebras estavam, literalmente, no quintal. Acordei de manhã, abri a janela e tinha uma zebra. Até agora eu me lembro e penso: Meu Deus, tinha uma zebra no quintal. E elas foram bem simpáticas e posaram para as fotos!

No mesmo dia, já no safári (em que vocês terão fotos e vídeos em breve), foi uma verdadeira caça ao tesouro. O Kruger National Park é, literalmente, do tamanho de um país. Então, apesar de cheio de espécies diferentes de animais, é preciso procurar. Mas nós circulamos uma boa parte do perímetro, e mesmo sem ver nem metade do parque, vou tentar nomear tudo o que vimos: Gazelas (impalas e kudus), macacos, zebras, leão e leoa, hipopótamos, girafas, elefantes, tartarugas, búfalos, javalis, gnus, crocodilos, águias e muitos outros diversos e coloridos pássaros.
E cês não sabem o quanto é lindo vê-los no ‘habitat’ natural. Porque, cara... Tem espaço! Pra caralho! Eles não estão presos. Quem ta preso somos nós! Eles estão comendo, bebendo, levando os filhotes pra passear, vivendo! Na paz! Existe um controle, claro, já que ali estão todos os grupos, entre predadores e presas. Afinal, a cadeia alimentar existe. Mas tudo muito bem cadenciado. Ninguém tem fome, ninguém tem sede. É mágico!

Está chegando o dia. Tem muita coisa acontecendo por aí. Tem gente falando bem de mim, tem gente falando mal de mim, tem minha banda vivendo o auge e tem muito projeto pela metade. Desde já, um misto de ansiedade e desespero já batem a porta. Por mais que o começo do retorno seja, provavelmente, um período de festas e reencontros, o trabalho não pode parar. Na verdade, tem que voltar melhor do que começou. E meu corpo responde ao que minha cabeça pensa. Estava pesando, estava doendo, e o trabalho por aqui seguia firme e forte. Eu sentia que precisava de um momento desses. Graças ás economias que fiz e a ajuda da minha família (amo demais), tive essa oportunidade única, de não só me realizar, mas pensar, refletir e relaxar. Numa paz que só esses bichinhos tão fofos conseguem passar.
Houve um momento em que eu e a Kristine estávamos vendo o rio, encostados na cerca. Algumas garças passando, alguns animais bebendo. Passou um filme na mente. Puxei o ar para dizer algo para ela, e antes disso ela me interrompeu. “- É, está acabando. E as coisas boas só estão acontecendo agora”. Era exatamente o que eu ia dizer para ela, mas no dever de responder, mudei a opinião. “- Ainda bem! Vamos embora com a melhor impressão possível”. Ela confirmou com a cabeça, e voltamos os olhos pro rio.

Enfim, eu poderia falar por horas sobre o quão bom foi viver isso, mas não sei se conseguirei. As fotos estarão por aqui ainda essa semana, eu prometo.
Obrigado a todos os amigos envolvidos para que isso acontecesse. São muitos, mas vocês sabem quem são. Nunca serei suficientemente grato!

Coragem de leão, memória de elefante e paciência de tartaruga.
Ver o safári de fora me fez ter muito mais calma para ver o zoológico que eu ainda tenho que conquistar dentro da minha cabeça.