Depois do pre course, onde estavam confinados apenas os MOVERs, fomos ao youth camp, um lugar com, literalmente, gente do mundo inteiro que ia para o mundo inteiro. Foram experiências incríveis, que eu mal consegui traduzir em apenas dois parágrafos do relatório. Mas, espero que gostem do texto!
"Um pouco desesperançosos por
conta dos problemas do pre course, fomos
ao youth camp. Apesar disso, foi
difícil se despedir das boas amizades que fizemos e ficariam em Oslo, como as
Ingrids, a Sandra, o Klaus e a própria Kina, que vale lembrar, sempre nos deu
toda assistência possível, e se mostrou extremamente orgulhosa com nossas
apresentações. E bem, se já achávamos Voksenasen um hotel extremamente foda, fica
fácil imaginar a cara de espanto que fizemos quando chegamos aos aposentos do youth camp. Com vista pro lago e tudo
mais! Mas novamente, mal tivemos tempo de descobrir como o chuveiro funcionava
e já tínhamos que aparecer nas reuniões, conferências e palestras que
aconteciam TODO TEMPO. E como se não bastasse, todas as noites precisávamos
estar em reuniões dos grupos que foram formados por pessoas de todos os
programas de intercâmbio: mais uma chance de desafiar nossa capacidade de
improvisar o inglês. Esta parte foi triste. Eu e Marcelo estávamos no mesmo
grupo e não conseguimos imprimir muito nossas ideias. Acabamos usando nossos
violões e tocando uma música de fundo para a apresentação final. Mas ok, até
então. O conforto eram os outros brasileiros, dos outros programas, que
acabamos conhecendo e tendo razoável contato. Um deles, o Carlos, até promoveu
um mergulho no lago do hotel, na ultima noite, que por sinal estava bem fria.
Só eu e Igor topamos a aventura, e saímos sem sentir os pés. Aventuras
são pra isso.
Ah! Vale lembrar que no youth camp tivemos uma tradutora. A Liv,
uma das MOVERs que veio para Moçambique, e acabou fluente na língua. Além de
ser bem fofa, ajudou muito e se tornou uma grande amiga, que aliás, promete uma
visita pra cá em breve. E essa ajuda foi de suma importância para absorvermos o
pouco que dava para realmente entender. Teorias interessantíssimas, sobre a
maioria da riqueza da humanidade estar dividida em apenas 5% da população, ou
sobre a visão extremamente estereotipada que as pessoas tem de determinados
países (algumas corretas, sobre a corrupção no Brasil, por exemplo) e na palestra
sobre feminismo mostrar que, ao menos na Europa, os homens podem ser
considerados feministas também (???). Ao final de tudo, a apresentação dos
grupos foi emocionante, o dia após foi de despedidas, e ver o Igor e a Cintia
entrarem no ônibus rumo a Oslo foi de partir o coração. No aeroporto, ainda
encontramos a Assa, voltando para casa depois de uma turnê por bares
noruegueses, e ela foi bastante solicita em nos ajudar com as coisas na viagem.
Descemos, já fomos abordados por 3 ou 4 pessoas truculentas e mal educadas, mais por força do hábito do que por vontade própria. Encontramos
a Tapiwa e enfim conhecemos os aposentos e o tão aclamado frango apimentado."
Obrigado por ler!