sexta-feira, 20 de abril de 2018

#MozEm50Clicks #9

Aproveitando a foto improvisada de ontem, falando sobre o concerto, vamos passear dentro do assunto.
Meu começo na música foi com a guitarra. Me lembro de ir trabalhar uns dias com meu irmão para conseguir juntar dinheiro e, no mesmo dia em que consegui o suficiente, fomos a loja e compramos uma strato, preta e amarela, da Rocky, uma guitarra não tão boa que é a segunda linha da Condor, que por sua vez, também não é das melhores. Não era boa, mas era minha, e foi fantástico enquanto durou. Foi até que em uma das aulas de guitarra eu decidi brincar na bateria do meu professor, e ele disse uma frase que eu nunca esquecerei: "Você está fazendo aulas do instrumento errado." 
Na bateria eu me sinto a vontade, seguro e sei que posso dar o meu melhor. Sempre toquei violão como hobbie e apesar de compor algumas músicas, sempre foi tudo muito simples, sem ultrapassar os limites da minha pouca técnica nas cordas. Mas aqui, não só por vontade, mas também por adaptação as situações, tive que me entender um pouco mais como guitarrista. Estou dando aulas de violão, estou compondo e gravando músicas novas, estou tocando guitarra nas bandas e, pasmem, tocando e cantando em concertos solo, ao melhor estilo 'barzinho'. Algo que eu nunca imaginei que teria coragem de fazer.
Não sou o melhor guitarrista do mundo. Nem perto disso. Estou mais no estilo 'punk' de ser guitarrista: Na elétrica, vou nos efeitos malucos e solos curtos. Na acústica, notas simples, porque meus dedos ainda não são tão obedientes. Mas, além de tudo, é divertido. Eu nunca pude tocar em pé, ou caminhar pelo palco. Isso é muito rockstar! E além do mais, esse exercício da função na guitarra me possibilitou explorar coisas novas na bateria, por mais que um instrumento não tenha absolutamente nada a ver com o outro.

Não sei se quando eu voltar continuarei nessa praia. Talvez eu volte a tocar meu violão numa tarde aqui e outra ali, pra me divertir com os amigos. Ou talvez eu relembre os velhos tempos, junte uma grana e compre uma guitarrinha de segunda mão, monte uma banda para tocar algumas músicas de três acordes e testo até onde da pra chegar com isso.

A historinha de hoje foi mais sobre mim do que sobre Moçambique. Ou menos sobre 'o que eu fiz pra Moçambique' e mais sobre 'o que Moçambique fez pra mim'. Enfim, não desistam de continuar acompanhando o projeto por isso! Hahaha
(Ah! E a foto de hoje é da Kristine! Como vocês devem imaginar, eu estava com as duas mãos ocupadas nesse momento...)