segunda-feira, 30 de abril de 2018

#MozEm50Clicks #19

Banco de Moçambique, na baixa da cidade.

Tão grande que ainda nem está totalmente inaugurado. Mas, tirando toda burocracia, não dá pra negar que é um baita edifício. É difícil dizer o contrário! (Perdão pelo trocadilho infame).

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domingo, 29 de abril de 2018

#MozEm50Clicks #18

Hoje peço licença para por um vídeo.
Isso foi ontem mesmo! Um grupo de meninos, absolutamente do nada, fez uma apresentação de dança para a praça de alimentação. Gravei bastante, mas separei a parte mais legal.

Os meninos são bons, e o mais legal, vivem disso. Na medida do possível, claro. Um tênis de cada pé, as roupas rasgadas... Mas não há quem possa dizer que os muleques não estão vivendo do que gostam de fazer.

(Quem quiser ver o vídeo inteiro, manda um inbox que eu mando via WhatsApp!)

A arte vive! Capenga, claro... Mas assim é bem mais vivo de ver!

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sábado, 28 de abril de 2018

#MozEm50Clicks #17

Quando cheguei esse menino mal falava e andava de colo em colo entre os alunos. Pouco antes do natal ele já estava andando pra cima e pra baixo. Agora, até me 'ajuda' a carregar os instrumentos para o chapa.

Parecemos bem pouco. Mas no meu começo em Moçambique eu engatinhei igual esse pequenino. Acho que hoje já posso até ajudar alguém a carregar alguma coisa.

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sexta-feira, 27 de abril de 2018

#MozEm50Clicks #16

Maputo é grande. Bem grande. Mas, além de ser uma metrópole como qualquer outra, tem suas particularidades, que a tornam ímpar.
Essa foto é da sacada do shopping center, na parte baixa da cidade. Coincidentemente ou não, chamada popularmente de "Baixa".
Aqui, construções coloniais se misturam com arquitetura moderna, como pode notar na parte inferior da foto. Do outro lado, na parte de cima, a praia aconchegante da Katembe, antro de cerveja gelada e com uma vista panorâmica fantástica. Ao lado, a popular ponte, que já está em processo de finalização e que estreitará ainda mais os laços entre os dois lados da mesma cidade.

Não é assim pra todo lado, claro. Mas tudo é sempre bonito. São belezas diferentes, vindas de lugares diferentes. Mas, isso independe um pouco da classe social, dessa vez: a Baixa de Maputo é a parte mais legal da cidade.
E o mais legal: Está lá pra todo mundo!


quinta-feira, 26 de abril de 2018

#MozEm50Clicks #15

50 centavos para pegar transporte público. Parece lindo, mas não é. Os chapas, em Moçambique, são caoticamente necessários. São vans que desafiam a lei da matéria no espaço e deixam as 'lotações' no chinelo. É até meio triste ver mulheres grávidas, com bebês, idosas, deficientes tendo que utilizar este que é o único meio acessível, apesar de ser bem pouco acessível. Por vezes, também é uma adrenalina bem divertida.
Tem também o Maxibombo, que na verdade é o ônibus que nos conhecemos aí. Não tão corriqueiro, e infelizmente, não tão confortável também. Já que, não importa o tamanho, eles sempre estarão muito mais cheios do que o normal.

As vezes vale mais a pena andar, mesmo rs.
(Vou deixar os 'chopelas' pra uma foto futura)

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quarta-feira, 25 de abril de 2018

#MozEm50Clicks #14

Como qualquer grande cidade, Maputo cresce mais pra cima do que pros lados. 
Não é brincadeira: São prédios enormes. O maior deles, aliás, tem 33 andares (até a ultima contagem, não que eu ache que vá surgir algum outro).
Muito legal ver o empreendedorismo todo a cerca disso. Mas as vezes o problema vem exatamente daí. As construtoras, ou seja lá quem é o responsável, usa o máximo do espaço disponível para colocar quantos apartamentos couberem, criando residências apertadas, nada confortáveis e por um preço que não faz valer o esforço. Claro, tem muita gente vivendo em situação bem pior que essa. Mas não é disputa, nem parâmetro. É um fato.

Quem tá precisando, e geralmente é muita gente, se sujeita. E na maioria das vezes são as mesmas pessoas que ajudaram a erguer o prédio.
É uma situação meio 'Cidadão', do Zé Geraldo, sabe?



terça-feira, 24 de abril de 2018

#MozEm50Clicks #13

Não é segredo pra ninguém que dinheiro de voluntário dura tanto quanto uma ordem de prisão de Tucano. E foi nas ruas que encontrei uma solução barata, deliciosa e vegana: As badjias.

As 'Mamas' ou 'Mães', como são chamadas as senhoras que vendem nas ruas, cozinham na própria calçada. A massa é feita de feijão ou grão de bico batido, cheia de especiarias suculentas e picantes, até pela influência indiana na culinária (vide foto anterior, a #12). Elas usam pilões enormes para deixar os grãos bem triturados e usam um pouco de água dar um ponto de massa, mesmo. O óleo esquenta num fogãozinho de carvão, quase sempre improvisado, e elas usam uma colher para fazer a medida certa dos bolinhos.
O mais legal é que não tem frescura. Você mesmo pega seu pão, a faca, corta o pão, coloca as badjias dentro, põe na sacola, paga e pronto. Já tem um nutritivo e delicioso café da manhã, ou como eles chamam aqui, um 'matabicho'. E cara, se formos parar pra pensar, 'matabicho' é um baita nome pra 'café da manhã'. É aquela primeira refeição que realmente mata o bicho da fome que nos consumiu a noite toda. E a maioria dos trabalhos por aqui são pesados. Então é importante que a primeira refeição do dia seja forte! Até porque, não da pra saber quando será a próxima.
A maioria das Mães vendem os pães por dez meticais, e cada badjia é de um a dois meticais, dependendo do tamanho. Com 20 meticais da pra fazer um sanduba grandão e, acreditem, isso não dá nem dois reais. 
Essa Mãe da foto vende suas badjias com seu filho na frente de uma das maiores escolas particulares da cidade. E o pessoal não tem problema nenhum em comer o rango de uma senhora que faz tudo ao ar livre e de forma totalmente artesanal. Pelo contrário! Antes da aula, quem não correr fica sem! 

De fato, uma das iguarias mais saborosas, simples e baratas da cultura moçambicana.

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segunda-feira, 23 de abril de 2018

#MozEm50Clicks #12

Os países africanos são conhecidos por, além de toda popularidade, serem extremamente receptivos com outros povos. Aqui mesmo existem colônias enormes de portugueses, chineses, suecos... Mas dentre os mais populares e fáceis de encontrar estão os indianos. É muito fácil notar um caminhando na rua, até pelos traços extremamente característicos. Eles estão estabelecidos, e muito bem estabelecidos! Já tem seu lugar no comércio local, além dos restaurantes indianos que são deliciosos (e ardidos). Fazem parte da população moçambicana desde os primórdios, quando em 1600 os portugueses enviaram colonos indianos para estabelecer terra, e a linhagem nunca mais parou de crescer.

Hoje, eles estão em todo canto. Fazem parte de moçambique tanto quanto um moçambicano. Claro, tem suas particularidades. Suas crenças e religiões, assim como qualquer outra pessoa vinda de um país tão diferente. Mas dentre essas diferenças é que estão os pontos mais interessantes, também.

Mesmo entrando no país em situação adversa, hoje a harmonia reina entre as diferentes origens.
Tem presidente de paísinho burguês que precisava aprender com Moçambique um pouco sobre aceitação, compreensão e empatia. 

Corto meu pescoço mas não digo Trump quem é.

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domingo, 22 de abril de 2018

#MozEm50Clicks #11

Mudei o plano pra colocar essa hoje. Ontem foi uma noite maluca.
Lembram do Clube Marítimo? Aquele da foto de ontem? Na última noite aconteceu o concerto de Chico Antônio, um cantor folclórico de Moçambique que fez muito sucesso na década de 90 e que antes de conseguir o estrelato na música era um dos muitos moradores de rua de Moçambique. O Helder, amigo que já citei por aqui, faz a técnica de som dos concertos do Marítimo. Eu, sentindo falta do backstage, me ofereci para ajudar e aproveitar pra conhecer melhor a música, e quem sabe, a pessoa de Chico Antônio e sua fantástica banda.
Chegamos cedo e montamos as coisas. Havia um kit de bateria, pela metade, que aparentemente seria o usado no concerto. Os músicos tinham se atrasado e pra tentar otimizar o tempo eu ajeitei a bateria no canto certo, 'pré montei' e esperamos os músicos chegarem. Um a um, foram encontrando seu lugar no palco e passando o som. Chico foi o último a chegar, mas não era para ter sido assim. O show estava previsto para começar as oito e meia. Eram oito horas e o banco da bateria ainda estava vazio. Oito e meia, o celular toca e chega a informação: É oficial, o baterista não vem. Helder, em um reflexo quase que instantâneo, olhou pra mim. E a minha resposta foi tão imediata que veio antes mesmo da pergunta: "Não!". Mas não tive tempo de ficar nervoso pois em segundos ele já tinha convencido até o dono do restaurante de que seria uma boa opção eu tocar no lugar do baterista faltoso. Quando eu vi que não conseguiria fugir dessa situação, pedi mais uma caneca de cerveja. Ia ter que ser, não tinha jeito. E o Chico, super fofo, conversando com os outros pra cortar do set as músicas que eram complexas ou tinham muitas paradas. Mas isso não deixava de me assustar. Não era uma banda de garagem. Era um cara da música vanguardista no país. E além dessa pressão toda, a bateria estava pela metade. Eram todas as adversidades possíveis dentro do mesmo metro quadrado.
O baixista, que estava do meu lado, ia me dando as dicas. 
As primeiras músicas eram baladas, alguns reggaes, até então eu estava em casa. Depois da metade, ele me olhou e disse: 'A próxima é um zouk'. Meu cérebro automaticamente entrou em um processo de auto procura dentro dos meus resquícios de memória musical para tentar achar alguma referência mínima de como se toca zouk. Eu não sabia nem que zouk se escrevia 'zouk' e não 'zuque'. Estiquei um pouco a cabeça, olhei pro percussionista, ergui os ombos e disse: 'Fudeu'. Ele sorriu, acho que nem entendeu. E disse:  'Me segue'. E foi. 
Agora meu cérebro tem uma memória mais recente sobre zouk arquivada.

Enfim, aconteceu. Eu não posso falar que foi bom, porque não conhecia as músicas para ter o parâmetro. Mas me serviu de consolo nenhum ouvinte me olhar de cara feia. E o Chico pegou meu telefone! Ou ele gostou do meu trampo, ou quer ter um novo amigo. Pra qualquer um dos pontos, infelizmente, não tenho mais tanto tempo aqui. A partir de hoje, temos 39 dias em terra africana. Mas ontem, de todos os dias aqui, este foi de longe o mais maluco e o que eu mais fiquei nervoso. Consequentemente, um dos mais gratificantes.
Obrigado Chico Antônio, pela confiança que nem eu mesmo tenho no meu trampo, e Helder, por ter sido chato e insistido para que eu tocasse. Além da Eliana e da Kristine, que além do apoio moral, tiraram fotos como essa de hoje. Não é a mais profissional, mas é a que melhor traduz o concerto: Todo mundo feliz e eu com os olhos grudados no Chico enquanto ele me dar as coordenadas.



sábado, 21 de abril de 2018

#MozEm50Clicks #10

Completamos 10 fotos. Algumas com histórias curtas, outros com histórias que nem couberam na descrição do Instagram. Mas foram, de fato, 10 momentos importantes pra mim, e eu espero que vocês estejam gostando de partilhar um pouco desses momentos comigo. O retorno tá sendo positivamente lindo, e isso me dá um baita gás não só pra continuar o projeto, mas pra continuar aqui, na luta, nesses dias finais.
Eu achei o céu meio 'Van Gogh'. Vocês não acham?

Essa é a vista do Clube Marítimo. Um restaurante caro que tem ná beira da praia, na baixa da cidade. Foi o lugar que graças ao meu amigo Helder, a Maguiguana conseguiu fazer seu primeiro concerto. Ainda bem, pois se dependesse do nosso poder aquisitivo para visitar o Marítimo, nós provavelmente nunca conheceriamos essa vista tão bonita, apesar do dia nublado.

Faltam 40 dias. (Alerta, clichê) 40 novas chances de fazer acontecer.


sexta-feira, 20 de abril de 2018

CHAPTER ELEVEN: BENFICA VS. PORTO

Uma lista sobre rivalidades futebolísticas que não tenha Benfica e Porto, não merece crédito. Fui no bar de benfiquistas assistir o jogo e, bem... O resultado vocês podem ver no vídeo!

Deixe o like, se inscreva e bla bla bla todas essas coisas de youtuber.


#MozEm50Clicks #9

Aproveitando a foto improvisada de ontem, falando sobre o concerto, vamos passear dentro do assunto.
Meu começo na música foi com a guitarra. Me lembro de ir trabalhar uns dias com meu irmão para conseguir juntar dinheiro e, no mesmo dia em que consegui o suficiente, fomos a loja e compramos uma strato, preta e amarela, da Rocky, uma guitarra não tão boa que é a segunda linha da Condor, que por sua vez, também não é das melhores. Não era boa, mas era minha, e foi fantástico enquanto durou. Foi até que em uma das aulas de guitarra eu decidi brincar na bateria do meu professor, e ele disse uma frase que eu nunca esquecerei: "Você está fazendo aulas do instrumento errado." 
Na bateria eu me sinto a vontade, seguro e sei que posso dar o meu melhor. Sempre toquei violão como hobbie e apesar de compor algumas músicas, sempre foi tudo muito simples, sem ultrapassar os limites da minha pouca técnica nas cordas. Mas aqui, não só por vontade, mas também por adaptação as situações, tive que me entender um pouco mais como guitarrista. Estou dando aulas de violão, estou compondo e gravando músicas novas, estou tocando guitarra nas bandas e, pasmem, tocando e cantando em concertos solo, ao melhor estilo 'barzinho'. Algo que eu nunca imaginei que teria coragem de fazer.
Não sou o melhor guitarrista do mundo. Nem perto disso. Estou mais no estilo 'punk' de ser guitarrista: Na elétrica, vou nos efeitos malucos e solos curtos. Na acústica, notas simples, porque meus dedos ainda não são tão obedientes. Mas, além de tudo, é divertido. Eu nunca pude tocar em pé, ou caminhar pelo palco. Isso é muito rockstar! E além do mais, esse exercício da função na guitarra me possibilitou explorar coisas novas na bateria, por mais que um instrumento não tenha absolutamente nada a ver com o outro.

Não sei se quando eu voltar continuarei nessa praia. Talvez eu volte a tocar meu violão numa tarde aqui e outra ali, pra me divertir com os amigos. Ou talvez eu relembre os velhos tempos, junte uma grana e compre uma guitarrinha de segunda mão, monte uma banda para tocar algumas músicas de três acordes e testo até onde da pra chegar com isso.

A historinha de hoje foi mais sobre mim do que sobre Moçambique. Ou menos sobre 'o que eu fiz pra Moçambique' e mais sobre 'o que Moçambique fez pra mim'. Enfim, não desistam de continuar acompanhando o projeto por isso! Hahaha
(Ah! E a foto de hoje é da Kristine! Como vocês devem imaginar, eu estava com as duas mãos ocupadas nesse momento...)



quinta-feira, 19 de abril de 2018

#MozEm50Clicks #8


Vou ser sincero: Esqueci a foto de hoje.
Acabei de tirar essa no Centro Cultural da embaixada do Brasil em Moçambique, onde farei um concerto super especial com a nossa banda, a Maguiguana. Fiquem com esse céu azul e aqueles holofotes coloridos!




quarta-feira, 18 de abril de 2018

#MozEm50Clicks #7

Sadick e Ana são meus dois alunos do projeto Muodjo, para adolescentes em situação de rua e em reabilitação de vícios.

Sadick vai a uma aula sim e outra não. E nas aulas que está presente, ele quase sempre está embriagado. Lembrando que as aulas são as 10 horas da manhã, o que o torna o que chamamos no Brasil de "sem limites". Não da pra saber se ele acordou cedo para começar a beber ou se ele sequer dormiu. Mas é um menino de grande coração e muito dedicado, apesar de 'grosso' (o jeito que se referem a 'embriagado' aqui). Sempre pede para ficar uns minutos depois da aula, treinando o exercício que passei. Eu brinco, dizendo que é uma tentativa de fixar o ensinamento na mente, já que quando o efeito do álcool passar ele provavelmente vai esquecer. Já demos muitas risadas juntos.
A Ana é mais regular e vem sempre. Eu acho que já a vi com uns quatro tipos de cabelo diferentes, e parece que não vai parar de mudar tão cedo. Um dia desses, ela me mandou um SMS dizendo que não poderia ir a aula que teríamos no dia seguinte. Agradeci o aviso prévio e cancelei o despertador, já pensando nas horas de sono extras. Acordei com uma ligação dela, cinco minutos antes do horário da aula. Dizia: "Professor, estou a passar perto da escola e acho que tenho tempo de ter uns trinta minutos de aula, o que acha?". Isso logo anulou meu sono, escovei o dente em tempo recorde e foi uma das aulas mais divertidas que tivemos.

Cada um mora em um lado da cidade. Sadick tem que usar dois ônibus para chegar a escola, enquanto Ana, que mora na Katembe (falo de lá na foto #5), precisa utilizar dois chapas, além de um barco. Já tive acesso a história de vida dos dois. Até por isso, nem encano mais com as bebedeiras do Sadick. Não vale a pena contar aqui. Fica pra uma outra foto, outro texto ou até pra um café quando eu voltar para o Brasil. Mas podem ter certeza, esses dois só por estarem vivos, já são vitoriosos. E saber que, depois de tudo que passaram, eles ainda vem a minha aula sem obrigação nenhuma, me faz pensar no quanto vale a pena estar aqui. 
Não vou mudar a vida de centenas de pessoas, mas mudando a desses dois, já volto com uma conquista.

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terça-feira, 17 de abril de 2018

#MozEm50Clicks #6

Em um final de semana qualquer, em algum fim de mês aleatório, eu e Kristine decidimos tentar sair de casa e fazer um rolê legal, mas gastando o menos possível (até porque, não tinha o que gastar mesmo). Pegamos o primeiro ônibus, popularmente conhecido aqui como 'chapa', e fomos até o ponto final. Andamos, andamos, andamos e não conseguimos fazer absolutamente nada. Tudo custava algum dinheiro e pouco antes de desistirmos e voltarmos pra casa, entramos em um parque e encontramos essa vista. Não fizemos nada especial, afinal. Saímos com a conclusão de que, em Maputo, não ter dinheiro é basicamente não ter muito o que fazer, assim como em qualquer cidade grande.
Mas uma vista dessas, temos a rodo por aqui. E de graça!



segunda-feira, 16 de abril de 2018

#MozEm50Clicks #5

Muita gente mora na Katembe, um bairro do outro lado da baía de Maputo. Tem uma praia simpática e bares com vista pro mar e pros prédios no outro lado, mas ainda não é um polo comercial. Tem muitas casas sendo construídas e terrenos sendo loteados. Logo, as famílias que moram em Katembe precisam, pelo menos por enquanto, usar um barco para ir a Maputo, trabalhar e estudar. Não é das viagens mais confortáveis, nem das mais rápidas. Eu, particularmente, me divirto muito quando uso os barcos. Mas acredito que, diariamente, seja no mínimo cansativo.

A parceria entre Moçambique e China já não é novidade. Até hoje, aliás, existe a dúvida sobre saber se os asiáticos vieram para ajudar ou explorar o território africano. Mas, não podemos questionar que os caras trabalham bastante! E os chineses tem feito obras que podem não soar bem esteticamente por enquanto, mas serão uma verdadeira mão na roda para a população moçambicana. Desde a pavimentação da estrada para a praia de Ponta D'Ouro até essa ponte, que ligará Maputo a Katembe, tornando o acesso muito mais rápido, fácil, confortável e barato.

A foto não reflete o quão avançada estão as obras, muito menos a grandiosidade dessa ponte. Na verdade, a única coisa que reflete nessa foto é o sol, no vidro do carro.
Eu irei embora antes de ver essa ponte terminada. Mas já da pra ver na ansiedade do povo o quanto isso vem pra ajudar.
Agora, sobre o fim da novela mexicana "China x Moçambique", temos que torcer por um desfecho amigável. A China não parece gostar muito de negociar, e se eles tem tanta grana para construir, aposto que terão muito mais se quiserem destruir.

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domingo, 15 de abril de 2018

#MozEm50Clicks #4

Essa foto não tem um ângulo artístico, não tem um ponto turístico nem tem uma história cheia de estatísticas e fatos. É só um dos meus alunos muito feliz por ter sido levantado de ponta cabeça.

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